Abertura do Sambão do Povo
Na noite do dia 6 de fevereiro de 2026, o clima de festa tomou conta de Vitória, com a primeira edição dos desfiles do carnaval local. O Sambão do Povo foi o cenário escolhido para receber a elite do carnaval capixaba, apresentando um espetáculo vibrante e repleto de criatividade. Com a participação de cinco agremiações do Grupo Especial, a energia era palpável e o público contagiado!
Escolas do Grupo Especial
O grupo de escolas que desfilou na data foi significativo, composto por representantes notáveis como Pega no Samba, Novo Império, Unidos de Jucutuquara, Mocidade Unida da Glória (MUG) e Imperatriz do Forte. Cada uma trouxe enredos ricos e diversificados, que mesclaram cultura, história e critica social. Este ano, o número de escolas participantes no Grupo Especial aumentou, passando de sete para dez, o que garantiu mais diversidade e competição saudável.
Enredos Inovadores
A criatividade foi o ponto forte dos enredos apresentados. Cada escola trouxe uma narrativa única, que explorava temas como ancestralidade, natureza e empoderamento feminino. Essa mistura de mensagens profundas com a alegria do carnaval é um reflexo do crescimento cultural e social da comunidade capixaba.

Pega no Samba: A Primeira Agremiação
A escola Pega no Samba teve a honra de abrir os desfiles. Com o enredo intitulado “Okê Caboclo Sete Flechas, Guardião Ancestral da Natureza”, a apresentação contou com 1.400 integrantes, divididos em 20 alas e três carros alegóricos. A história girou em torno de um líder indígena da tribo Pataxó, simbolizando a conexão com a natureza e a importância da preservação ambiental. Cada flecha do líder representava valores como amor, justiça e proteção, culminando em uma mensagem forte de esperança e resistência diante das adversidades enfrentadas pelo meio ambiente.
Novo Império e a Força Feminina
Seguindo a Pega no Samba, a escola Novo Império celebrou a força das mulheres com o tema “Aruanayê – Guardiãs dos mistérios ancestrais”. A apresentação contou com 1.500 participantes e trouxe à tona a importante aliança entre xamãs africanas e guerreiras indígenas. Como parte do enredo, as guardiãs, unidas, enfrentraram ameaças a seus territórios com uma tempestade mística. A apresentação não só exaltou suas raízes e cultura como também inspirou a luta por direitos e igualdade social.
Jucutuquara: Resistência Feminina
A escola Jucutuquara fez sua entrada na avenida com o enredo “Arreda Homem Que Aí Vem Mulher”, reverenciando Maria Padilha, uma figura essencial nas tradições afro-brasileiras. Com 1.400 componentes, a escola iluminou a passarela apresentando a força dessa entidade. O desfile foi um tudo menos que um grito de liberdade, enfatizando a resistência das mulheres ao longo da história, unindo espiritualidade e cultura popular.
Mocidade Unida da Glória e o Passado
Com seu enredo “O Diário Verde de Teresa”, a Mocidade Unida da Glória (MUG) prestou uma homenagem à princesa e cientista Teresa da Baviera. Durante sua expedição no Espírito Santo, em 1888, Teresa catalogou espécies nativas e interagiu com os povos originários. A escola, com 1.300 componentes, usou a narrativa para mostrar a conexão cultural e a necessidade de preservação ambiental, olhando para o futuro através do passado de Teresa.
Imperatriz do Forte e suas Raízes
Fechando a primeira noite de desfiles, a Imperatriz do Forte apresentou o enredo “Xirê: Festejo às Raízes”, exaltando a cultura afro-brasileira de uma forma decolonial. Com 1.300 componentes e 20 alas, a escola concentrou-se em transmitir uma imagem de celebração e resistência. Ao invés de se apegar às narrativas de dor, destacaram expressões de cultura e memória, reafirmando seu compromisso com a educação cultural e o respeito às raízes históricas.
O Segundo Dia de Desfiles
O desfile do dia 7 de fevereiro traria mais cinco escolas ao Sambão do Povo. Entre elas estavam as escolas Rosas de Ouro, Unidos da Piedade, Independente de Boa Vista, Chegou o Que Faltava e Andaraí. Essa diversidade prometia um espetáculo à parte, com enredos tão inovadores quanto os apresentados na primeira noite.
Expectativas para o Carnaval 2026
Com a grande variedade de temas e a inclusão de mais escolas, o Carnaval de Vitória de 2026 não só expõe a rica cultura capixaba, mas também abre espaço para reflexões sobre questões sociais. A expectativa é de que cada escola traga à tona questões relevantes e que o carnaval se torne uma plataforma ainda maior para a expressão artística e cultural de todo o estado.


